Sobre o silêncio nas ruas brasileiras


A agenda do golpe segue implacável. Com a banalização quase diária de escândalos do já decrépito governo Temer, a retirada de direitos da população segue sendo sua única tábua de salvação. O apoio dos grandes detentores de capital a chamada agenda de "reformas", no entanto, não é o suficiente para garantir ou explicar a continuidade do governo.

Neste cenário, onde todos os setores populares, de uma forma ou de outra , está sendo vitima direta desta agenda, a atual letargia dominante no Brasil não deixa de causar espanto. Muitos se perguntam, como as pessoas ainda não se revoltaram? Como o país ainda não está em chamas?

O capitalismo brasileiro representado em uma foto



Os "seguranças" no casamento da filha do Ministro da Saúde, a deputada estadual pelo Paraná, Maria Victoria.
Foto histórica de Lineu Filho.

Vozes dos muros


Mural desenhado por Banksy em uma comunidade zapatista, no sul do México.

Venezuela: Leituras urgentes desde o Sul


O livro Venezuela: Leituras urgentes desde o Sul é um significativo esforço, empreendido por diversos renomados acadêmicos identificados com a esquerda na América Latina  para um esforço de síntese sobre  atual crise aguda que enfrenta a Revolução bolivariana sob comando de Nicolás Maduro.

Em 1964, trabalhadores pedem armas para defender a democracia


Na antevéspera do golpe de 1º de abril de 1964, em comício em defesa das reformas de base, trabalhadores metalúrgicos pedem armas para impedir o golpe.

Eles pressentiam  o desfecho trágico da crise no governo do presidente João Goulart e tentavam bradar por uma resistência armada em defesa da democracia.

Não foram atendidos em seus clamores e o golpe se deu sem resistência armada.

A esquerda, a crise e as Diretas Já!



Após a formidável unidade construída e demonstrada na Greve Geral de abril e na grande mobilização do “Ocupa Brasília” no 24 de maio, na velocidade da conjuntura brasileira atual, a frágil e instável unidade da esquerda encontra-se na encruzilhada sobre as saídas para a crise envolvendo o presidente em queda Michel Temer.

Sem dúvida, os pontos de unidade da esquerda já existentes, deem servir de estímulo e caminho para a esquerda evitar uma fragmentação ainda maior de seu campo, a exemplo do que ocorre neste momento entre as forças que promoveram o golpe que conduziu Temer ao poder.

8 de março: em busca da memória perdida





8 de março, dia Internacional da Mulher. Muitos mitos e distorções se construíram ao longo dos mais de 100 anos em que esta data é marcada para registrar a luta das mulheres por igualdade ao redor do mundo. Mas em momentos como este se faz fundamental que se resgate e se recupere o sentido das coisas, ainda mais quando ocorrem processos de mitificação que visam desviar o sentido original de determinados processos. Com o 8 de março ocorre exatamente isso. O mercado, sempre atento a possibilidade de maiores lucros, tenta (e muitas vezes com sucesso), converter esta data em mais um momento de ampliar negócios e com isso, colabora na tentativa de apagar o sentido de luta que envolve a data.